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História do Uno no Brasil

Lançado em 1984 no Brasil, apenas um ano e meio depois de seu lançamento na itália, o novo modelo inaugura por aqui um conceito inédito de carro: “pequeno por fora e grande por dento”. Trazia novos conceitos de design, interior mais claro e confortável do que outros modelos de classe superior, boa aerodinâmica e baixo consumo de combustível.
 
De início apenas com três portas, mantinha as linhas do modelo italiano, mas com uma importante diferença: o capô envolvia parte dos para-lamas para permitir a acomodação do estepe no cofre do motor, (como no Fiat 147) de maneira a ampliar o porta-malas e evitar o incômodo de ter de descarregá-lo para o acesso ao estepe. Por conta disso, a entrada de ar para a cabine precisou ser deslocada do centro (como no original italiano) para a direita, em zona de menor pressão aerodinâmica. Assim, a ventilação interna acabou não sendo o forte da versão brasileira, devido à menor captação de ar.
 
Outras alterações do projeto original, de ordem mecânica, previam melhor adaptação do carro às condições nacionais de rodagem, além do aproveitamento de componentes do 147. Deste vinham os motores de 1.048 cm3 a gasolina (52 cv, 7,8 m.kgf), para a versão S, e de 1.297 cm3 a gasolina (58,2 cv, 10 m.kgf) e a álcool (59,7 cv, 10 m.kgf), para as versões S e CS. Com desempenho razoável (velocidade máxima entre 140 e 150 km/h), tinham na economia de combustível seu destaque.
 
Nosso Uno também herdava de seu antecessor a suspensão traseira independente McPherson, com feixe de molas transversal atendendo os dois lados da suspensão. A Fiat dizia ter constatado em testes que os amortecedores do italiano não duravam mais que 5.000 km sob uso intensivo, optando por trocar toda a suspensão. E foi ela a responsável pela mudança no capô que permitiu o estepe no compartimento do motor: havia pouco espaço no porta-malas para ele (no modelo italiano o estepe ficava entre os braços do eixo de torção).
 
Em 1987 o uno ganhava um modelo esportivo com motor Sevel 1.5, com pintura externa diferenciada e acabamento interno com nova padronagem nos tecidos dos bancos e laterais. As rodas esportivas e em liga leve e amortecedores pressurizados otimizavam a correlação entre conforto, estabilidade e segurança.
 
Em 1990 eram produzidos os primeiros Unos com motor 1000cm3 de cilindrada (iniciando uma nova era do mercado nacional - a dos carros "populares"). O Uno Mille - como foi batizado - foi concebido para ser prático, econômico e mais barato. No mesmo ano a versão R recebe motor Sevel 1.6 álcool e gasolina (88 e 84 cv), no lugar do Sevel 1.5 anterior.
 
Em 1992 o Uno ganhou a sua primeira versão 4 portas, sendo o primeiro do segmento a apresentá-las. Iniciou-se neste ano a popularização do Uno no Brasil.
 
Entre 1992 e 1993 a motorização Fiasa 1.5 recebe injeção eletrônica digital monoponto magnetti-marelli, passando a ser denominada 1.5ie, tornando-se mais econômica e menos poluente. Na motorização 1.0 a injeção eletrônica (monoponto) só seria implantada em 1995.
 
Ainda em 1993, a versão 1.6R recebe injeção eletrônica bosh analógica em substituição ao antigo carburador, melhorando seu desempenho. A versão recebe o nome de 1.6R MPI, e em 1996 ganharia injeção eletrônica digital e passaria a se chamar apenas 1.6 MPI.
 
Em 1994 a Fiat inova o mercado brasileiro produzindo o primeiro carro nacional com motor turbinado de série, com 116cv de potência. O Uno Turbo combina motor 1.4 italiano com layout exclusivo para o Brasil (parachoques, saia e moldulas de paralama exclusivos, e rodas de liga-leve aro 14). Esse modelo foi produzido até 1996 e até hoje é sucesso e sonho de consumo entre os admiradores de Fiat Uno no Brasil.
 
Em 2001 surge a motorização FIRE 1.0 (multiponto) a gasolina, com potência de 55cv e destaque para a economia de combustível e ótimo torque em baixas rotações. Mais tarde, em 2005, esse motor passaria por alterações e ganharia versão bi-combustível, com mais 11cv, recebendo o nome de Mille Fire Flex, contando com 66cv de potência a álcool e 65cv a gasolina. Durante esse período, mais precisamente em 2004, a carroceria do Fiat Uno é levemente remodelada, ganhando nova frente e nova traseira, e eliminando o vinco lateral existente nos modelos 4 portas até então.
 
Em 2006 a Fiat disponibiliza aos compradores do Mille Fire Flex o kit Way, composto de amortecedores de curso mais longo, 4cm a mais de altura livre em relação ao solo, molduras de paralamas exclusivas e soleiras e caixas de roda pintadas em preto fosco.
 
Em agosto de 2008 a Fiat surpreende o mercado e lança uma versão ainda mais econômica do Fiat Uno (já como modelo 2009) denominada "Mille Economy", com a mesma potência da versão anterior, porém com pequenos acertos que o tornaram 10% mais econômico.
 
Nos últimos anos, incluindo 2009, o Fiat Uno figura entre os 5 líderes em vendas no País, chegando por várias vezes a ocupar a terceira posição. Um sucesso do mercado automobilístico nacional há mais de 20 anos.
 

FONTE: Uno Club (VLA) / Carros na Web / FIAT Brasil / Best Cars



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